O Maemo, versão móvel do Linux criada pela Nokia para o novo micro de mão N900, não irá tomar o lugar o Symbian. É o que garante o finlandês Jaaksi Ari, VP de gerenciamento do software Maemo na empresa.
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| N900 utiliza sistema baseado em Linux |
Essa plataforma já vinha sendo usada em outros dispositivos de acesso à internet (os chamados internet tablets) desde o Nokia 770, lançado em 2005. Após sucessivos updates e mexidas, ela agora desembarca no primeiro micro de mão com tecnologia celular da fabricante, o N900. O dispositivo ganhou uma nova interface, otimizada para toque e com navegação mais próxima da de um smartphone, mas oferece recursos de um mini-notebook, como navegação na web sem instalação de plugins e múltiplas opções de chamada - é possível disparar uma ligação para um contato por meio do GTalk, do Skype ou do Messenger, por exemplo.
"O Maemo é voltado para pessoas que ficam o tempo todo online", diz o executivo. "Ele é um avanço no mundo dos internet tablets, pois traz voz e navegação igual à de um desktop." De acordo com Ari, o Symbian versão S60 continuará sendo o sistema operacional adotado nos smartphones da empresa, enquanto o S40 prosseguirá nos telefones básicos.
Outra vantagem do sistema é ser fruto de uma plataforma aberta. Isso permite a desenvolvedores do mundo todo criarem e divulgarem softwares para ele, usando como base o Linux, sistema operacional para micros que possui boa popularidade em países como o Brasil. Ari promete para breve uma loja de aplicativos, ao estilo da App Store, da Apple.
Apesar de poderoso e de contar com uma tela touch com 3,5" e alta resolução (800 x 480), o N900 possui algumas particularidades que o diferenciam de um smartphone comum. Sua interface é voltada para o uso na posição horizontal, e não na vertical, como um telefone. Além disso, recursos simples, como disparar uma ligação pelo discador, exigem três toques no menu. Segundo Ari, isso foi proposital. "É um dispositivo pensado para hard users de internet", afirma.
O micro de mão chega a alguns mercados na Europa e aos EUA em outubro, por 500 euros. Não há qualquer previsão de chegada ao Brasil, onde os impostos o deixariam com um valor quase impraticável.
A Stuff está no Nokia World, em Stuttgart, a convite da empresa.