1. Eles serão, em breve, mais espertos que
nós
O desenvolvimento de computadores inteligentes é considerado por muitos tão
inevitável quanto a famosa Lei de Moore, a regra de 1965 que prevê o poder
crescente dos processadores a cada 18 meses. Gordon Moore (o Moore criador da
lei) disse: "A inteligência de silício vai evoluir a um ponto em que será
difícil separar computadores de humanos".
A pergunta difícil é quanto tempo isso levará? William de Braekeleer, da
Honda, diz: "Precisamos entender melhor a mente humana antes de aplicar
princípios de processamento similares nos robôs". Ele prevê que poderá levar de
10 a 15 anos para atingir esse ponto inicial. A inteligência das máquinas atuais
é extremamente estruturada e limitada. Noel Sharkey resume: "Robôs podem
aprender a evitar obstáculos a executar tarefas simples, mas não estão nem perto
de dominar a arte de arrumar mulheres na balada".
2. As guerras do futuro serão lutadas por
robôs
Exércitos modernos já usam robôs. No Iraque, o PackBot (robô multiterreno da
iRobot, fabricante do aspirador-robô Roomba) age na detecção de explosivos e em
missões de reconhecimento. Um dispositivo similar, o TALON, da Foster- Miller
Inc, pode ser equipado com câmera ou metralhadora e pode viajar na areia, água e
neve, assim como subir escadas. No ar, planadores não-tripuladores
Predator fazem vigilância e entram em combate Exércitos pelo mundo estão
investindo milhões em robótica, o que levanta questões éticas. "Usar robôs para
melhorar as habilidades humanas ou para transporte não é controverso, mas
colocá-los no comando - dando-lhes autoridade para tomar decisões pelos humanos
- isso é mesmo perigoso", diz o professor Dautenhahn.
3. Os robôs terão emoções
Se você ficou irritado com Robin Williams no Homem Bicentenário ou desejou
que o Johnny-5 de Short Circuit não estivesse vivo, tem sorte: experts dizem que
robôs jamais terão emoções. "Enquanto forem feitos de metal e silício, e não
material biológico, duvido que tenham emoções", diz Dautenhahn. O que veremos é
uma pré-programação aprimorada: robôs que reconheçam e respondam a estímulos tal
como humanos.
4. O robô líquido do T-2 é imposível,
certo?
Desenvolvimentos em nanotecnologia apontam que o robô transmorfo e de metal
líquido, o T-1000 de Exterminador do Futuro 2, pode muito bem tornar-se
realidade. Seth Goldstein, da Universidade de Pittsburgh, desenvolveu um enxame
de robozinhos (chamados de chatoms) que podem se unir para criar formas mais
complexas.
A iRobot assinou um contrato de US$ 3,3 milhões com o Exército dos EUA em
2008 para desenvolver um robô flexível capaz de se esgueirar por aberturas
menores que seu tamanho estático, tal como um polvo. Por isso, apesar de algo
como o exterminador T-1000 ainda estar um pouco longe da realidade, é bom
começar a prestar atenção se algum policial mal encarado em uma moto cruzar com
você.
5. Um dia terei um robôescravo
Você pode argumentar que o Roomba e o Robomow (cortador de grama autômato) já
são escravos. Mas a ficção nos prometeu androides reais e subservientes, com
rostos e personalidades, e ainda não podemos entabular um bate-papo esperto com
um Robomow.
De toda forma, robôs-servos são mais desenvolvidos e comuns no Japão. O
Wakamaru, robô doméstico da Mitsubishi, foi criado para ajudar crianças e
velhos. Ele conhece 10 000 palavras, e pode reconhecer até 10 pessoas. Além
disso, retorna sozinho para sua estação de recarga, avisa sobre situações
incomuns na casa, e cuida da agenda do chefe.
O objetivo do projeto ASIMO, da Honda, também é "tornar a vida mais fácil e
aprazível para os humanos". A empresa esperar oferecer seus robôs como
assistentes. No entanto, o professor Sharkey afirma que é melhor esperar antes
que possamos confiar plenamente em auxiliares robóticos úteis. "Sistemas de
visão ainda não bons o suficiente para trabalho em tempo real, como lavar a
louça ou recolher o lixo", explica.
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